As lágrimas de Dick Advocaat são chuva no deserto. Não é que, depois do Alemanha-Curaçau, estreia de ambas as selecções neste Mundial, ninguém falava se não no oásis de humanidade do treinador dos caribenhos? O resultado? Interessa de quê o resultado? 7-1? Formidável: aquele golo de Curaçau valeu mais umas gotas de chuva no deserto.
O jogo disputava-se em Houston, Texas, Estados Unidos da América. Houston teima em ser do contra: votou Kamala quando o Texas quis Trump; é uma zona mais húmida quando o Texas é globalmente árido; agora, vejam só, serviu de palco a um seleccionador emocionado, um líder com co ração, sem capa, sem manhas, sem falsidades. Contrasta com quem dita regras naquela região do globo, não acham?
Não vi quase nada, ainda, do Campeonato do Mundo, só uns minutos de bola aqui ou ali. Mas tenho-me deixado render a estas pequenas grandes lições. A das lágrimas de Ad vocaat é uma delas, mas tenho visto e ouvido outras.
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