1 – Viver em Democracia
Em Espinho, tomou posse, no último dia de outubro, o novo Executivo camarário. O ambiente foi de festa, a festa da democracia, com o salão a mostrar-se pequeno para a multidão de munícipes presentes (entre os quais o Primeiro-Ministro do país) e com todos os eleitos em serena e civilizada confraternização.
De facto, a participação política autárquica e a gestão da coisa pública, a este nível, é, em muitos casos, bem conseguida, em contraste com o que se passa a nível nacional. Na sucessão de Executivos locais, até quando são de cor partidária diferente, há, regra geral, menos ruturas, mais linhas de continuação do que nos Governos da República, por vezes, mesmo quando passam, de mão em mão, para correligionários… É uma acabada prova de bom senso, uma garantia de eficácia e progresso. E, acima de tudo, um sinal de esperança na resistência da democracia às tremendas ameaças que se adivinham no horizonte próximo, com o desmesurado crescimento do populismo, de movimentos extremistas, de ideologias neonazis e da sua propagação potenciada pela sementeira de mentiras feita nas redes sociais (pilares do assustador mundo novo que aí vem…).
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