No último dia de agosto deste ano, Lionel Messi anunciou, aos 39 anos, que não voltará a jogar pela seleção da Argentina. “Foi uma decisão que doeu e dói na alma, mas entendo que é o momento”, explicou o craque argentino no comunicado publicado nas redes sociais. “Não tenho mais para dar e estão a chegar grandes jovens jogadores que merecem representar a nossa seleção”, acrescentou num texto carregado de emoção.
Lionel Messi conquistou o Campeonato do Mundo de 2022, no Catar, foi vice-campeão mundial em 2014 e no presente ano, ganhou duas taças da América, em 2021 e em 2024, e ainda a “Finalíssima” em 2022, os Jogos Olímpicos em 2008 e o Mundial de sub-20 em 2005. Fez qualquer coisa como 207 jogos pela seleção albiceleste e marcou 125 golos! Um currículo impressionante, naturalmente colorido com imensos momentos de magia.
Mas, como tudo na vida, o percurso de um dos melhores jogadores de sempre da história do futebol mundial chegou ao fim, podendo agora dedicar-se, única e exclusivamente, ao Inter de Miami, continuando a deliciar os norte-americanos com um futebol sempre encantador. Ainda há uma semana, na final da Taça CONCACAF, contra o Cruz Azul, do México, marcou um golo de cabeça. Lionel Messi reconheceu, obviamente, que lhe custou muito tomar esta decisão, mas, depois de “pensar muito”, entendeu que estava na hora de dar lugar aos mais novos.
Tenho a certeza absoluta que quem já teve a necessidade de terminar a carreira, seja ela qual for, ficou desolado, triste e até sem saber o que fazer. A vida, no entanto, continua. De uma forma diferente, sim, mas há outras coisas que podemos fazer e em que podemos ser úteis. Li uma vez num livro esta frase: “Fim é fim; não insista em permanecer no que já acabou. Os ciclos encerram-se para que surjam novos e melhores dias na nossa vida”. Totalmente verdade. É muito importante sabermos que aquele momento acabou, mas outro estará a começar e poderá ser igualmente sorridente e positivo. É como uma porta que se fecha e logo se abre uma janela para nos iluminar o caminho. É complicado, por vezes, aceitar esta realidade, mas é, de facto, muito simples.
Nem todos têm, no entanto, capacidade para encarar o fim de um ciclo como uma coisa normal e inevitável. Cristiano Ronaldo é um desses casos. Está bem que no último Mundial marcou três golos e vai, com quase toda a certeza, chegar aos mil (já só faltam vinte…), mas defendo, sem qualquer hesitação, que o seu tempo na Seleção Nacional já terminou e chegou a hora de dar a vaga a jogadores mais novos. E, acrescente-se, talento não falta para continuarmos a ter uma grande equipa e também, claro, resultados positivos e ao nível dos que têm sido obtidos desde o início deste século.
Subscreva a Defesa de Espinho
Esta é uma noticia premium. Por favor subscreva para ter acesso ao artigo completo.
Assinatura
Aceda a todo o conteúdo premium.Mais de 100 artigos.
Acesso ao arquivo Defesa de Espinho
Desbloquear Artigo
Desbloqueie apenas os artigos que pretenda.Tenha acesso permanente aos mesmos.





























