No passado dia 8 de março celebrou-se mais um Dia Internacional da Mulher. Alguns dirão “ainda precisamos de lembrar a situação das mulheres quando já há direitos reconhecidos na sociedade portuguesa? Enganam-se. Há muito ainda por fazer. Embora Portugal, desde o 25 de abril, tenha dado passos importantes para a mudança, no entanto, há ainda muito caminho a percorrer. As mulheres estão ainda sub-representadas em lugares de topo, nas empresas, mesmo que apresentem as mesmas competências e capacidades. Os salários são ainda inferiores aos dos homens em funções iguais. Estão ainda pouco representadas, jovens e mulheres, na área da Ciência e Investigação. Em quase todas as outras áreas as mulheres permanecem invisíveis, cingindo-se a papéis secundários e apagados.
Lembrarmos que, em alguns países, a situação das mulheres continua igual ao passado onde as mulheres ainda não votam, não têm direito a escolher o seu destino, a viajar, não podem ansiar a ter uma profissão a não ser a do domínio privado, não podem vestir-se como querem, não podem ascender a estudo superiores e, em alguns casos, até frequentar a escola elementar… Já para não referir muitas mais restrições e algumas delas envoltas em atrocidades bárbaras como a mutilação genital feminina …
Direi que, mais do que nunca, é preciso lembrar o papel das mulheres na sociedade, de as respeitar e fazer valer o principio da igualdade de oportunidades para as mulheres que desejam realizar-se nas suas várias dimensões: pessoal, familiar, social e profissional.
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