Foi lançado, há dias, um livro sobre “Maria Barroso – Os legados”, em que são analisados o seu percurso, o seu pensamento, as suas causas, no ano em que se comemora o seu centenário. A iniciativa partiu de um grupo de cinco mulheres, na sua maioria académicas, e contou com o patrocínio da Fundação para a Ciência e Tecnologia e da Universidade Nova. O prefácio é do Presidente Marcelo Rebelo de Sousa e um dos testemunhos do Secretário-Geral das Nações Unidas, António Guterres.
A primeira apresentação, em Lisboa, na Fundação Maria Soares Maria Barroso, foi antecedida por um colóquio sobre a mesma temática, organizado pela Fundação, que teve momentos altos na abertura nas intervenções dos filhos de Maria Barroso, Isabel e João Soares. Um dia memorável de saudade e de reflexão que, na realidade, não terminou ali, pois, ao longo deste ano comemorativo, a publicação vai ser divulgada em diversas regiões e cidades do país, numa multiplicidade de colóquios, o primeiro dos colóquios ocorreu em Loulé, com intervenções da escritora Lídia Jorge e de alguns dos coautores do livro. Espero que Espinho, onde veio tantas vezes, esteja presente nesse roteiro de homenagens.
Na referida publicação abordei um dos legados de Maria Barroso, que, a meu ver, não tem sido suficientemente destacado: o seu feminismo.
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