1 – Nas últimas presidenciais nos EUA, o país dividiu-se ao meio, entre um homem já sentenciado por diversos crimes infamantes (um “fora da lei”) e uma mulher que estava nas antípodas, tendo-se dedicado a velar pelo cumprimento da Constituição e da lei e a fazer justiça — ela, Kamala, antiga Procuradora-Geral da Califórnia, senadora e vice-presidente dos EUA. Ele, Donald, um ex–presidente com cadastro, que, entre outros crimes, recusara aceitar a derrota na sua não reeleição e instigara o destrui dor e mortífero assalto ao Capitólio, como, pouco depois, faria, no Brasil, outro vencido, mas não convencido, o seu seguidor Jair Bolsonaro. É extraordinário que, por crime da mesma gravidade, o populista de extrema-direita sul-america no habite uma cadeia, pela duração de uma pena de mais de 27 anos, e o norte-americano more na Casa Branca, a cumprir um mandato presidencial de quatro anos e a disseminar, universalmente, as sementes da discórdia e da violência.
Ao contrário da “perceção” generalizada, Trump ganhou por apenas alguns milhares de votos e tem uma escassa, embora fiel e fanática, maioria nas duas Câmaras, que talvez perca nas eleições de meio mandato, em novembro próximo.
E se ela tivesse vencido, ainda que por pequena margem? Imaginemos a América da Presidente Harris! Não é um exercício inútil; é um convite à tomada de consciência da importância do voto de cada um e dos custos que pode acarretar a má escolha.
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