O recrudescimento de sistemas políticos de governação autocrática no mundo e o que se tem vindo a sedimentar enquanto descontentamento das populações em países comumente democráticos parece reforçar a ideia do declínio dos sistemas demo cráticos enquanto sistemas de mediação da vontade das populações que se dirija para o aumento do bem-estar dos seus cidadãos.
Pelo contrário, a emergência económica de estados não democráticos, a par da sua importância e relevância em termos da geopolítica mundial, e o anquilosamento e a anemia do desenvolvimento económico a que se têm votado os espaços de governação política democráticos geram o desconforto generalizado nas populações, o descrédito dos sistemas de governação na capacidade de mediar, liderar e transformar as sociedades no presente para o futuro.
Na modernidade, na transição das formas anteriores de governação, para sistemas que se foram disseminando por espaços geográficos, com especial ênfase no mundo ocidental, foi-se acreditando na capacidade e no poder da representação democrática na formação das lideranças que haveriam de diagnosticar, preparar, pro gramar, delinear as estratégias e a sua implementação das medidas consentâneas para o desenvolvimento das sociedades e o bem-estar das populações.
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