No instante em que a vizinha da minha mãe bateu à porta, assim mesmo, com um “toc toc toc” que põe em sentido qualquer som de campainha moderno, recebíamos o primeiro sinal. Porquê massacrar os nós dos dedos contra a madeira já gasta ao invés de pressionar ao de leve o botão criado precisamente para poupar esse esforço? “A senhora tem luz?” E não, não tínhamos.
Nos segundos que se seguiram, ainda as comunicações funcionavam decentemente, um primo no Algarve questionava se em Espinho também falhara a electricidade. E depois alguém de Matosinhos. De Aveiro. E em breve de Lisboa. De Espanha. E França e Alemanha e Europa fora (os exageros fazem sempre parte). Não era só no andar da minha mãe, nem no prédio, no quarteirão, na cidade, no concelho, no distrito. Era em todo o lado.
Logo depois, as inevitáveis teorias de conspiração: ter rorismo, guerra, a vacina do Covid, Putin, Trump, quem sabe, até, os marcianos. Os serviços a cair, telemóveis a morrer, televisões mudas, internet calada. Salve a rádio, bem viva a rádio!
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