O Auditório de Espinho – Academia de Música foi excluído no acesso ao apoio à programação da Rede de Teatros e Cineteatros Portugueses (RTCP), considerando a comissão de análise, nos resultados publicados a 1 de abril, que apresenta uma programação “limitada quanto à diversidade”, “inovação” e “originalidade”, e que, assim, a candidatura apresentada pelo espaço espinhense “apresenta um baixo potencial de concretização das missões da RTCP”.
Para o Auditório de Espinho, a “decisão da Direção-Geral das Artes (DGARTES) é manifestamente injusta e sem fundamento”. Em comunicado, a direção revela que em causa está a “atividade das Orquestras Residentes e ao Festival Internacional de Música de Espinho (FIME) – financiadas no âmbito do Apoio Sustentado e que, contrariamente ao que sucedeu, não deveriam sujeito de avaliação no âmbito de análise da candidatura”.
Neste sentido, o Auditório de Espinho diz que a comissão de análise “concluiu que as mesmas fragilizam a proposta no que respeita à promoção efetiva da diversidade de linguagens artísticas e à consolidação de dinâmicas colaborativas externas, colocando em causa a delimitação do plano programático objeto da candidatura e a autonomização entre as atividades enquadradas nos diferentes instrumentos de apoio, aproximando-se de uma configuração programática de natureza endógena, limitando a perceção de abertura a outros agentes e a efetiva pluralidade de contributos artísticos”.
Em comparação com a candidatura efetuada há quatro anos, no âmbito do mesmo programa de apoio, o Auditório de Espinho recorda que a programação foi considerada “eclética e internacional centrada na música, onde as atividades propostas apresentavam excelente qualidade artística e relevância cultural, com propostas musicais inovadoras, artisticamente sólidas, coerentes, arrojadas, diversificadas.
Com a candidatura aprovada nessa altura, o espaço espinhense não esconde que “foi fundamental para o aprofundamento do projeto artístico nos últimos quatro anos, colocando-o entre os equipamentos da rede com uma programação distintiva e tantas vezes elogiada pela crítica, pelos artistas, pelos públicos”, conseguindo uma audiência média a rondar os 80%, revela.
A DGArtes vai apoiar 42 equipamentos da Rede Teatros e Cineteatros Portugueses com 23,2 milhões de euros, entre 2026 e 2029, nesta que é a 3.ª edição do concurso de apoio à programação. De fora, além do Auditório de Espinho ficou também o Município de Palmela, o Teatro Experimental Flaviense, o Coliseu Micaelense e a Câmara Municipal de Beja. Segundo a DGArtes a exclusão acontece por ficarem abaixo dos 60% de pontuação mínima exigida.































