Que memórias tem da sua infância e juventude?
Uma parte importante dos meus retábulos de memória está ligada a Espinho. Do nascimento aos 8 anos, vivi aqui a infância. Dos 9 aos 16, a adolescência, na Rua da Liberdade, em Calendário, Vila Nova de Famalicão. Dos 17 aos 33, fiz-me homem na fábrica de pneus Mabor. Desde os 33 anos até hoje, tenho exercido advocacia em Vila Nova de Famalicão. Costumava apresentar-me assim em tribunal, entre Valença e Portimão, os extremos onde advoguei.
Porque razão foi viver para Famalicão?
Contraí uma infeção pulmonar tão grave que o pneumologista entendeu que, devido à concentração de iodo na atmosfera de Espinho, eu não podia continuar a viver aqui, sob pena de risco de vida. A aplicação terapêutica da penicilina só começou em 1945.
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