Começou a trabalhar muito cedo?
Nasci em Espinho e aos 15 anos comecei a trabalhar enquanto estudava. Andei na escola até ao 5º ano, que equivale ao atual nono. Nessa altura os estudos terminavam por aí e só quem pretendia ir para a Universidade é que fazia o 6º e o 7º ano. Curiosamente, até gostava de estudar, mas foi a minha irmã, que tem mais cinco anos, que prosseguiu os estudos e foi professora.
Como foi que se iniciou o negócio dos guarda-chuvas?
O meu pai comprou um espaço que era uma padaria, na rua 18, entre as ruas 15 e 19 e montou uma fábrica. Na sala do forno, o meu pai aproveitou para fazer o quarto dele.
Além da fábrica de guarda-chuvas, tinha feito uma sociedade numa fábrica de camisas.
Aos 15 anos vim trabalhar com o meu pai nos tempos livres e nas férias ajudava nas vendas porque era a altura em que se vendiam mais artigos para fora. Chegávamos a trabalhar das oito da manhã à meia-noite. Eram outros tempos, mas tínhamos grande consideração pelos trabalhadores pois oferecíamos o almoço e o jantar.
Ficaram sempre nesse espaço?
Quando nasci, o meu pai comprou o edifício na rua 19, onde estamos atualmente e fez lá a fábrica. Tirei o curso de corte de camisas numa empresa em Lisboa e ensinei umas raparigas.
O meu pai meteu-me uma mala na mão, com guarda-chuvas e camisas e passava oito a nove meses em Lisboa a vender, já que tínhamos lá mais de 100 clientes. Ia para a Pensão Ibérica, que era na Praça da Figueira e pertencia a pessoas de Espinho. Era tratado como um filho e não como um hóspede.
Entretanto fez 18 anos…
Nessa altura, o meu pai deu-me um carro para trabalhar e passei a levá-lo para Lisboa. Estacionava o carro carregado de malas, à vista e ninguém tirava nada de lá. Nunca partiram vidros e nunca me fizeram nada. Lisboa, nessa altura, era uma cidade muito tranquila. Durante a viagem para a capital, visitava clientes em Aveiro e em Coimbra.
Entretanto, fui chamado para a tropa, numa altura em que ninguém escapava. Estava a aproximar-se a guerra de Angola. Fiz a tropa e vim um ano para casa. Resolvi casar e quando já tinha tudo tratado, fui chamado outra vez, para o serviço militar por causa da guerra. Como era o terceiro classificado do meu curso, escolheram-me para dar cursos e tive a sorte de não ir para fora.
No final da tropa voltou a trabalhar com o seu pai?
Nessa altura, o meu pai resolveu deixar o negócio dos guarda-chuvas e dedicar-se só à camisaria, no Porto, porque tinha um volume muito grande de clientes de camisas. Ele era muito bom camiseiro. Deixou-me ficar em Espinho com o pessoal e, com o auxílio do meu sogro, comprei o que restava da casa. Tive de começar uma nova vida. Como tinha uma qualidade muito grande, apareceu muita gente a oferecer coisas para poder trabalhar.
Trabalhei durante dois anos e os meus clientes em Lisboa eram muito fiéis. Por isso, receberam-me muito bem. Os meus colegas que faziam guarda-chuvas começaram a dizer que eu tinha acabado e quando cheguei, os clientes ficaram muito aborrecidos com os meus concorrentes.
Vendemos muitos artigos. A minha mulher ajudou-me muito e os meus colaboradores, que eram impecáveis, também foram incansáveis nesse processo.

“Em dois meses comprei um Fiat Abarth. Com seis meses, comprei um terreno no Algarve e, com outros seis meses, fiz uma casa no Algarve”
Manuel Miranda Moreira
Chegou a trabalhar numa empresa de guarda-chuvas no Porto?
Várias fábricas uniram-se e montaram uma grande empresa no Porto. No entanto, precisavam de 100 pessoas para fazer aquilo que eu fazia com 25. Tinha mecanizado a minha fábrica e esse era o meu grande segredo. Tinha um amigo que fazia os moldes para os plásticos. Comecei a ter umas ideias e perguntei-lhe se seria possível fazer moldes para mecanizar a produção dos meus produtos. Ele fez umas pecinhas e, enquanto os meus colegas produziam manualmente, passei a fazê-lo com máquinas. Por exemplo, juntava o tecido às pontinhas dos guarda-chuvas através de máquinas. A concorrência foi surpreendida por não conseguir fazer aquilo que eu fazia, até em questão de preço.
Como foi trabalhar para os concorrentes?
Vieram propor que levasse o meu conhecimento e a tecnologia para a grande empresa no Porto. Concordei e levei comigo algum do meu pessoal. Eles tinham transporte grátis e todas as regalias, nomeadamente o almoço, lanche e médico.
A partir daí comecei a visitar fábricas na Alemanha, Itália e França. Chegávamos a fazer, nessas viagens, sete mil quilómetros de carro. Comprávamos muito material e vendíamos muito, sobretudo a uma empresa alemã que era muito conhecida na produção dos guarda-chuvas.
Por dia, produzíamos cerca de mil guarda-chuvas para vender no nosso país, mas fazíamos mais quatro mil, sendo dois mil para a Alemanha. Um guarda-chuva precisava de quase dois metros de tecido, fora as armações e os cabos. Tudo feito na minha secção. Recebia as encomendas e faziam-se mapas, programando a produção e a entrega com um ano de antecedência.
Mas compensava-lhe esse trabalho?
Pagavam-me aquilo que nem o Presidente da República ganhava. Um bom contabilista ganhava 1600 escudos [cerda de oito euros] e pagavam-me 55 contos por mês [cerca de 250 euros]. Em dois meses comprei um Fiat Abarth. Com seis meses, comprei um terreno no Algarve e, com outros seis meses, fiz uma casa no Algarve.
Veja o que me deram só para lhes dar a tecnologia! Até os alemães e os franceses ficavam admirados como é que nós tínhamos conseguido dar um salto tão qualitativo.
Foi possível lutar contra o mercado internacional?
Os chineses vendiam um guarda-chuva pelo preço que eu comprava um cabo. A partir daí, vi que não tínhamos chance. Ou reduzimos ao pessoal, ou só trabalhamos com artigo muito bom para fazer concorrência a esse mercado. Mas como os meus sócios tinham a sua maneira de ser, tudo ficou mais complicado. Eu não concordava com eles e sugeri importarmos as armações e os tecidos chineses, para os montarmos cá. Eles não quiseram. Queriam importar tudo e eu não via o que fazer com os trabalhadores.
Sugeri que me dessem o meu dinheiro. Avisei os meus funcionários, aqueles que mereciam, que arranjassem emprego, porque aquilo não iria durar mais do que quatro anos. Não acertei nas previsões, mas só aguentou seis anos.
O que fez depois disso?
Tinha tirado um curso de órgão da Yamaha e resolvi montar escolas de música. O meu filho Pedro Moreira ganhou um concurso em Paris nos 100 anos da Yamaha. Ele não pôde ir ao Japão porque tinha 15 anos e deram-lhe um órgão que custava 5000 contos [25 mil euros] para o compensar. Mais tarde, a ser chamado para demonstrações dos órgãos da Yamaha. Perante isso, montei as escolas em Espinho, Leiria, Famalicão e na Maia. Mas mais tarde vi que não podia ficar com tudo e vendi as escolas, ficando apenas com a de Espinho.
Passou a ter uma casa que vendia guarda-chuvas e era uma escola de música?!
Esta casa funcionou durante muito tempo só com venda de guarda-chuvas e guarda-sóis.
Montei a primeira escola de música com um senhor que tinha sido padre. Era um músico e só via o negócio nessa perspetiva. Mas eu queria vender instrumentos de música. O homem deitou as mãos à cabeça. Paguei-lhe a quota na sociedade e avancei com o projeto sem deixar de ter a escola. Passei a ter, como sócios, a minha mulher e os meus filhos.
Ainda arranjei uma loja na rua 19, acima da rua 26, num pequeno centro comercial, mas era uma coisa pequenina. Mudei para esta loja na rua 19 abaixo da rua 18, que é minha. Foi desde essa altura que comecei a vender os instrumentos musicais.
Mas a loja tinha as dimensões atuais?
A antiga casa caiu quando foi construído o prédio ao lado. Ainda pensei deixar de vender os guarda-chuvas, malas e carteiras e dedicar-me só aos instrumentos. Arranjaram-me um espaço provisório na rua 15, enquanto a casa estava em reconstrução.
Quando voltei para este espaço, ainda tinha uns porta-moedas, umas carteiras, uns guarda-chuvas e coloquei-os na montra. O que é certo é que vendi bem. Disse à minha família que se o supermercado vende tudo, não sabia porque é que nós também não poderíamos vender o que nos apetecesse! Dividimos o espaço, deixando um local para o tradicional e o restante para os instrumentos e para a escola de música. Felizmente vendemos os guarda-chuvas, que são muito conhecidos e que são produzidos por uma fábrica que os faz especialmente para mim. Não se justificava deixar para trás algo que era de raiz desta empresa.

Chegou a vender outros produtos?
Vendíamos chapéus, gabardinas e camisas. Todos vinham aqui para fazer colarinhos especiais. Tinha clientes fidelizados porque fazia-lhes as camisas que queriam.
Mas vendíamos sapatos, peúgas, meias de senhora, collants, cuecas, guarda-sóis de praia que fabricávamos na empresa, tendas de praia e tapa ventos. Vendíamos de tudo um pouco.
Em determinada altura, algumas casas comerciais passaram por dificuldades e começaram a vender para fora e a vender para as feiras. Isto provocou uma crise, porque não tinha como fazer concorrência a esses preços. Tive de me demarcar e fui reduzindo no lucro porque a feira atacava-me diretamente.
Com o negócio em plena rua 19 é uma vantagem para o comerciante?
Há agora um problema muito grande. As pessoas até vêm aqui para ver uma guitarra, pedem para experimentar, mas acabam por comprá-la através da Internet a empresas que apenas têm três empregados para distribuir milhares de produtos pelo mundo! As pessoas nem se lembram que não podem reclamar. Não posso competir com essas empresas. Isto levou ao encerramento de muitas empresas. Por isso, optámos por adquirir instrumentos mais económicos, para iniciação. É isto que vendemos bem.
Por outro lado, vendemos material para os instrumentos, como cordas para guitarras, que aplicamos sem custos adicionais para o cliente e ainda afinamos o instrumento. É isto que nos diferencia.
“Pagavam-me aquilo que nem o Presidente da República ganhava. Em dois meses comprei um Fiat Abarth. Com seis meses, comprei um terreno no Algarve e, com outros seis meses, fiz uma casa no Algarve”
Manuel Miranda Moreira
Sente orgulho por ter uma das casas mais antigas na rua 19?
Esta é, na verdade, uma das mais antigas empresas na rua 19 porque já vem do meu pai desde 1931. Já tive propostas para arrendar a loja, mas não o fiz por uma questão de orgulho. Estou a perder dinheiro porque até poderia estar a ganhar 8000 euros por mês com o arrendamento deste prédio. Estamos aqui há 90 anos, enquanto outros comerciantes decidiram arrendar os seus estabelecimentos. Para mim, é motivo de orgulho.
Como foi para a Associação Comercial de Espinho (ACE)?
O meu pai sempre foi uma pessoa muito ligada ao associativismo e gostava muito de Espinho. Dava-se muito bem com o comendador Manuel de Oliveira Violas e com outras pessoas da sociedade espinhense, inclusive com o fundador da Defesa de Espinho, o Benjamin da Costa Dias. Era um homem muito dinâmico.
Fui acompanhando a ACE, ajudando no que podia e quando precisaram de um presidente da assembleia geral vieram ter comigo e aceitei.
Sempre estive ligado à ACE porque, ao contrário de alguns comerciantes, acho que devemos ser conscientes. Não nos devemos afastar por causa desta ou daquela pessoa, até porque se trata de uma instituição.
O que quer dizer com isso?
Embora possam dizer o que quiserem do atual presidente, o que é certo é que a ACE tinha um pequeno andar na rua 26 que não tinha condições e agora tem uma sede, que é a melhor do país. Inclusive já se comprou a parte inferior. Portanto, o prédio é todo nosso. Há uma coisa que me deu gozo: assisti a muitas reuniões e nunca houve nenhuma voz discordante. Tudo era aprovado por unanimidade. Ninguém tem de se queixar de nada. Se há quem tenha queixas a fazer, era ali que tinham de dizer as coisas.
Atualmente saí porque a sociedade é dos meus filhos, mas o mais velho foi ocupar o meu lugar e é vice-presidente da assembleia geral.

“Esta é uma das mais antigas empresas na rua 19 porque já vem do meu pai desde 1931. Já tive propostas para arrendar a loja, mas não o fiz por uma questão de orgulho”
Manuel Miranda Moreira
Mas aos 89 anos ainda anda pela empresa!
Os meus filhos continuam a querer que esteja por aqui. Faço a escrita, pagamentos e compras. Eles querem que faça isto porque sabem que está tudo certinho.
Acha que teria uma vida ativa se estivesse sentado na cadeira a olhar para a televisão?! Estava desgraçado.
Toda a vida trabalhei, fiz mergulho, caça submarina, faço pesca e tenho um barco. Cheguei a ter um veleiro, que era a minha paixão, mas tive de o vender porque não podia andar nele por causa das dores nas costas.
Há também uma vertente desportiva na sua vida…
Sou um academista e joguei hóquei em patins com o Lito Gomes Almeida e o Vladimiro Brandão. Ganhámos vários campeonatos do Norte e só não vencemos o Nacional porque fomos roubados em Lisboa. Acabei por criar a secção de caça submarina no clube e a pesca. Fiquei muito triste quando soube que não tinham taças de pesca no espólio do clube! Demos imensas taças em prata e não sabemos onde param!
Como é que se meteu na vela e no mergulho?
Pescava no mar e fazia os concursos da Académica de Espinho e percorria o país. Apaixonei-me pela ria de Aveiro e comprei um pequeno barco em sociedade com dois amigos. Fui aprender vela, comprei um veleiro antigo e restaurei-o. Comecei a entrar em competições e a ganhar taças. A minha mulher era skipper [funções de capitã] e eu tratava das velas. Também o vendi mais tarde e comprei um barco a motor.
E a paixão pelo mergulho?
Fazia caça submarina com o Ramón e com o professor Bino. Um dia decidi que tinha de aprender mais qualquer coisa sobre mergulho. Conheci o Vítor que era um dos melhores mergulhadores portugueses e que dava cursos gratuitos. Eram jovens e tive de me esforçar imenso. Cheguei a fazer 50 piscinas com garrafas e com todo o material. Saltava de oito metros de altura para a água carregado com o equipamento. Passei no curso e depois incentivei o meu filho, José Manuel, a tirar o curso e, mais tarde, o meu filho Pedro. Cheguei a ir ao submarino a 40 metros de profundidade que está ao largo de Matosinhos. A fábrica onde trabalhava era muito perto da piscina do Fluvial e o Vítor conseguiu convencer-me a ir lá à hora do almoço para encher as garrafas para os cursos. Por isso, acabei por ser instrutor de material da Federação. Fomos mergulhar a muitos sítios, até ao Algarve, Faial, S. Jorge, Espanha e Marrocos.
Há algum episódio com curiosidade que possa contar?
Fizemos muitas pescarias. O Vítor não queria que apanhássemos nada. Mas não lhe ligava e chegámos a apanhar marisco. Cheguei a trazer marisco para um restaurante de Espinho. Não queria dinheiro. Dava o marisco e depois ia lá almoçar. Fazíamos as contas assim.
Tinha uma casa na ria de Aveiro e íamos à saída da barra apanhar o marisco.

“Toda a vida trabalhei, fiz mergulho, caça submarina, faço pesca e tenho um barco. Cheguei a ter um veleiro, que era a minha paixão”
Manuel Miranda Moreira
Como foi que lhe apareceu o Rotary?
Convidaram-me e fui para o Rotary Clube de Espinho. Fui presidente várias vezes, fui secretário muitas vezes, tesoureiro… Mas estes grupos são muito engraçados. Chegou uma altura em que apareceram duas fações, uma que não fazia nada e a outra que trabalhava. Ficou a que não fazia nada e, mais tarde, recebi uma carta a demitirem-me do clube, assinada por gente que meti no Rotary!
Eles é que ficaram a perder. Deixei de gastar dinheiro todas as semanas com os jantares e com a representação do clube noutros locais. Ainda guardo as condecorações rotárias que recebi.
A sua ligação à marca de instrumentos Yamaha foi reconhecida?
Nos 25 anos da Yamaha, em Granada, Espanha, fui o único comerciante de Portugal convidado. Pensei que iria encontrar por lá alguns comerciantes portugueses!
É interessante terem reconhecido o esforço. Fiz muito por aquela marca no nosso país.
Neste momento, já não se justifica ser comprador direto deles. O negócio é assim mesmo.
Já fiz tantas coisas na vida que costumo dizer aos meus filhos que se for preciso transformamos este negócio num tasco e passamos a vender vinho.
Como vê a cidade de Espinho atualmente?
Muito mal. Deram cabo disto. Vemos a rua 19 na miséria em que está. O ReCaFe com aqueles montes de erva e com os quadrados com desenhos sem piada nenhuma. Foram construir um edifício para o turismo! Fizeram o edifício na praça Progresso sem cobertura! Passa o vento, a chuva e o frio. Deram cabo daquilo tudo! Deveriam ter deixado o comboio a passar à superfície.
Aquele espaço precisava de uns cafezinhos com música e bom ambiente. Os turistas querem um sítio para beber um copo e ouvir um bocado de música. Em Gaia há isso tudo.
O que é que faz falta?
Transformar aquele espaço como era antigamente para chamar as pessoas. As pessoas andavam por ali e bebiam um copo. Não é à beira-mar com o tempo que está ao longo do ano que as pessoas vão para lá.
Qual a mensagem que gostaria de deixar aos espinhenses?
Espinho só sobrevive porque tem mar e a praia da Baia. A rapaziada passa por lá e vai embora. Isto para o comércio é zero! Vão ao Pingo Doce, levam o pãozinho, uma bebida e têm o problema resolvido. Espinho, comercialmente, já não é o que era.
Comparo o que era Santa Maria da Feira há uns anos e o que é atualmente: um potentado de comércio. As pessoas que antigamente vinham comprar a Espinho já não o fazem porque já não há mais nada para lhes dar! Temos o mar ou o Casino Espinho, nada mais.
Em tempos, o José Mota falou comigo, para se fazer qualquer coisa na rua 19, para chamar as pessoas a Espinho. Sugeri que colocassem um pequeno palco na rua 14, junto à rua 19 para que pudesse levar lá a minha escola de música. A única contrapartida era a oferta de um lanche na Aipal. Passados uns meses apareceu ali um palhaço, que andou para cima e para baixo, a fazer umas coisas, que tinha vindo da Holanda e que tinha custado 5000 contos! Nunca me vieram convidar para fazer nada.
Auguro um futuro muito mau para o comércio, isto para não falar naquilo que está a acontecer mundialmente!
Manuel Miranda Moreira
Nasceu em Espinho
89 anos
Casado
2 filhos
Comerciante
Uma vida repleta de hobbies e atividades
Hóquei em patins
Caça submarina
Mergulho
Vela
Pesca de mar
Viet-Vo-Dao
Carta de patrão de costa
Constrói modelos de barcos
Síntese cronológica
1931 – Manuel Pinto Moreira abre na rua 18, n.º 493, a fábrica de guarda-sóis
1936 – Mudança para a rua 19
16 de maio 1936 nasceu Manuel Miranda Moreira
1951 – Começou a trabalhar com o pai
1960 – Torna-se proprietário da empresa
1961 – Casou com Maria Elizabeth
1964 – Nasceu o primeiro filho, José Manuel
1970 – Funda a Chussol, no Porto, com nove sócios
1971 – Nasceu o segundo filho, Pedro
1980 – Tira o curso de mergulho no Fluvial no Porto
1988 – Funda a escola de música
1990 – Renova a loja de moda e integra a venda de instrumentos musicais
1993 – Abre em Santa Maria da Feira a loja Musimpor
1994 – Obras num prédio na rua 19 deixam a casa e loja destruídas
1995 – A loja e a casa estão reconstruídas
1995 – Empresa adota a denominação Impormúsica
2000 – Começa a dar aulas de teclado na Universidade Sénior de Espinho





























