A máquina de lavar tornou-se presença habitual nas casas, mas, no tanque da Idanha, ainda há quem prefira a pedra, a água e o trabalho das próprias mãos. Maria Silva, de 62 anos, sempre viveu nas proximidades e continua ligada a um espaço que conhece desde criança. Atualmente, vai lá poucas vezes, mas não perdeu o gosto por uma prática que durante décadas fez parte do seu quotidiano. “Gosto de lavar assim, acho que as coisas lavadas à mão ficam diferentes. A roupa fica mais limpa”, conta.
Para a antense, a máquina trouxe comodidade, mas não substituiu totalmente as vantagens do tanque, sobretudo quando a sujidade exige mais do que um ciclo de lavagem. “Antigamente, as pessoas do campo tinham roupa muito suja e o tanque permitia esfregar bem e tirar as nódoas”, recorda. Naquele tempo, também os métodos eram diferentes. A roupa branca era esfregada com água e sabão e colocada sobre a erva, ao sol, numa tentativa de eliminar as nódoas.
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