Como foi a sua infância?
Nasci em Espinho. O meu pai, que era natural de Chaves, morreu aos 49 anos. Tinha um primo, o Pedro Salvador, que era corredor de carros e cujo pai foi presidente da Junta de Freguesia de uma aldeia de Chaves. Quando era novito cheguei a trabalhar como mecânico, mas não ganhava quase nada. Gostava de ganhar uns troquitos e colocava nas caixas de correio panfletos contra o regime, a coberto da noite. Ainda assim, apercebia-me de que era seguido nessa atividade clandestina. Aconselharam-me a fugir de Portugal, porque, mais cedo ou mais tarde, a PIDE iria prender-me. Tive de fugir para Espanha. Falei com um amigo e pedi-lhe que me patrocinasse a fuga. Ele era rico e ajudou-me.
Quem era esse seu amigo?
Não quero falar em nomes, até porque já não estou com ele há muito tempo. Ele pediu o dinheiro à avó e entregou-mo para eu poder fugir de Portugal para Espanha.
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