Antes de haver instalações renovadas, carrinha para transportar a equipa ou jogadores vindos de fora, os Águias de Paramos já tinham uma coisa que não se compra: pertença. O clube era a extensão da Praia de Paramos. Ali jogavam amigos, vizinhos, irmãos e filhos das famílias que se conheciam desde sempre. No fim dos jogos, o resultado podia dividir opiniões, mas nunca separava o grupo.
Sessenta anos depois da fundação, José Garcia, Albino Varandas e Alberto Ferreira regressam a esse tempo com a clareza de quem não fala apenas de futebol. Falam de um clube onde foram dirigentes, jogadores, treinadores, roupeiros e voluntários. Falam, sobretudo, de uma forma de estar que ajudou a erguer os Águias de Paramos.
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