Numa extensa publicação na sua página nas redes sociais, o técnico dos academistas comunica o “fim de um ciclo” nos mochos.
“Ontem foi o meu último dia de ligação à Associação Académica de Espinho”, começa por dizer o técnico, acrescentando que “foram cinco anos absolutamente marcantes” de “um projeto que nasceu praticamente do zero, num dos períodos mais difíceis que todos vivemos, em plena pandemia, e quando o clube regressava à 1.ª Divisão nacional”.
Em jeito de balanço, Miguel Maia recorda o percurso e o propósito em “construir algo diferente”, com um objetivo claro de “transformar um clube amador num clube com os hábitos, exigência e a organização de um verdadeiro clube profissional”.
“Rodeei-me das pessoas certas. Juntos, traçámos um plano ambicioso, transversal e com uma visão muito clara: elevar a Académica de Espinho a um patamar de qualidade em todas as áreas”, aponta o treinador, dando nota de todas as modificações implementadas para dizer que atualmente a Académica “é um clube de referência na formação em Portugal, com identidade, qualidade e pessoas altamente competentes em todas as áreas”.
“Tenho quase 50 anos dedicados ao voleibol, sempre com paixão total pela modalidade. Sinto que chegou o momento de fazer uma pausa. Saio de consciência tranquila, com a certeza de que dei tudo de mim por este projeto na AA Espinho”, sublinha.
Miguel Maia diz que deixa o clube “num patamar muito superior — mais preparado, mais ambicioso, com outra imagem e claramente no caminho certo. Um clube respeitado a nível nacional e com reconhecimento internacional”.
Depois de fazer um agradecimento a todos os que estiveram mais próximo de si, Maia afirma que sai feliz por ter estado novamente no clube onde foi formado e onde sempre foi bem tratado e, “acima de tudo, por ter contribuído para devolver visibilidade ao voleibol da AA Espinho — um clube onde o meu pai deu tanto”.
“Ninguém é eterno. Este é o momento de parar, descansar e preparar novos desafios. Levo comigo amizades que ficam para a vida”, refere, ainda.
Miguel Maia aponta, também para o orgulho que sente no caminho que fez na liderança de vários projetos e enumera vários clubes, entre os quais “o Colégio do Rosário, o Porto Vólei, Sporting CP ou agora na AA Espinho”.
“Costuma dizer-se que não se deve regressar a uma casa onde já se foi feliz. Eu tive o privilégio de o fazer várias vezes — e em todas voltei a ser feliz. Saio muito feliz por poder ter contribuído para engrandecer este projeto e este clube [Académica de Espinho]”, destaca.
“Estou cansado, acreditem… mas valeu a pena. Em breve estarei de volta a 100% e com a mesma garra de sempre”, conclui Miguel Maia, deixando, também, um agradecimento à sua família “pela paciência, pela parceria e conforto” que lhe deu ao longo de toda a sua carreira no desporto.































