Como começou a ligação ao futebol?
Foi como jogador. Comecei no Sporting Clube de Espinho, numa altura em que o presidente era Lito Gomes de Almeida. Como tinha alguma qualidade, o Futebol Clube do Porto contratou-me, penso que por 25 contos, e foi lá que permaneci durante quatro anos.
Como foi essa fase?
Foi boa, mas, no ano em que ia fazer a pré-época com os seniores, sofri uma lesão grave. Fui operado a uma rutura muscular e, a partir daí, desanimei. O futebol acabou e até consegui livrar-me da tropa. Na altura da inspeção, fui de muletas e consegui escapar.
Ficou alguma mágoa?
Ficou, mas depois passou. Casei aos 22 anos e a vida seguiu. Acabei por ultrapassar isso e nunca deixei os estudos. Como perdi o meu pai aos quatro anos, a minha mãe, que nunca ligou ao futebol, foi sempre muito rígida nessa matéria. Por isso, tive de tomar uma opção: ou continuava no futebol, numa situação não profissional, ou enveredava por uma área profissional. Nesse sentido, fui tirar o curso de contabilidade.
Deixou de praticar futebol?
Ainda joguei, mas não a nível profissional. Passei pelo futebol popular, pratiquei futsal e, quando decidi deixar de jogar, surgiu a oportunidade de ser treinador.
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