Na sexta-feira passada, a multinacional japonesa Yazaki Saltano avançou com um despedimento coletivo de 163 trabalhadores na sua fábrica de componentes automóveis em Ovar, com efeitos imediatos. Os visados foram notificados na quinta-feira e dispensados de se apresentar ao trabalho, elevando para 467 o número de saídas na unidade em sete meses, após os 304 despedimentos de meados de 2025.
A empresa justifica a medida com a crise na indústria automóvel europeia, que obriga a uma otimização de recursos e integração tecnológica para reforçar a competitividade e garantir a viabilidade das operações em Portugal. Foi criado um gabinete de apoio dedicado aos afetados, com foco na recolocação profissional, e todos os procedimentos legais estão a ser cumpridos.
Fonte sindical, Justino Pereira do SITE-Centro Norte, critica a escolha de trabalhadores de produção, manutenção, logística e qualidade, com salários baixos apenas 3% ou 4% acima da tabela, poupando quadros superiores. Apesar de lucros líquidos acima de 60 milhões de euros nos últimos dez anos, o sindicato questiona a fundamentação económica e exige fiscalização.
O presidente da Câmara de Ovar, Domingos Silva, anunciou apoio municipal aos despedidos do concelho, incluindo complementos de renda, medicação, consumos essenciais como luz e um fundo de emergência.































