Paulo Malafaia, empresário do ramo imobiliário, foi hoje condenado a sete anos de prisão, no âmbito da Operação Babel. A leitura da sentença, no Tribunal de Gaia, foi conhecida esta sexta-feira [8 de maio], condenando não só Malafaia, que é também arguido na Operação Vórtex, mas também Elad Dror, fundador do grupo Fortera, que viu ser-lhe aplicada uma pena única de seis anos de cadeia.
Patrocínio Azevedo, antigo vice-presidente da Câmara de Gaia, principal arguido no processo, foi condenado a oito anos e meio.
Para o tribunal, o antigo autarca “assumiu um claro tratamento de favor e influência”, favorecendo os interesses de Malafaia, de Elad Dror e de sociedades promotoras arguidas. Segundo a magistrada, em causa estavam empreendimentos urbanísticos a desenvolver em Gaia, com destaque para o projeto Skyline, que avançaria a troco de contrapartidas financeiras e objetos de valor como relógios.
Patrocínio Azevedo foi hoje condenado por vários crimes económicos, incluindo corrupção e branqueamento. Está impedido de exercer cargos públicos durante oito anos.
Depois de conhecida a decisão, os advogados revelaram objetivo de avançar com recursos. O Tribunal atribuiu mais 30 dias aos 60 legalmente previstos.































