O PSD vai repetir as eleições internas da concelhia de Espinho realizadas em 28 de fevereiro, nas quais Ricardo Sousa venceu Carolina Marques por apenas dois votos. A decisão foi tomada na sequência de um recurso apresentado ao Conselho de Jurisdição Distrital, que apontou discrepâncias entre o número de eleitores e os votos expressos em algumas das votações realizadas nesse dia.
Ricardo Sousa, reeleito presidente da concelhia, contestou a decisão e defendeu que as alegadas irregularidades dizem respeito às eleições para os órgãos distritais, e não aos órgãos concelhios. Segundo o social-democrata, a votação da secção de Espinho decorreu “sem qualquer anomalia” e o resultado não seria alterado pelas desconformidades identificadas noutros escrutínios.
Na carta aberta aos militantes, o espinhense acusou ainda o partido de estar a tentar repetir uma eleição em que a sua adversária teve apoio assumido de Carla Montenegro, mulher do primeiro-ministro. O dirigente local foi mais longe e sustentou que a impugnação traduz uma tentativa de Luís Montenegro de interferir no desfecho da eleição interna.
O líder concelhio acrescentou que o processo foi conduzido “no mais absoluto silêncio”, sem contraditório nem audição das partes envolvidas. No recurso apresentado ao Conselho Nacional de Jurisdição, Ricardo Sousa afirma manter esperança de que prevaleça o sentido de justiça, embora considere que o partido vive “sob um simulacro de democracia”






























