Numa sessão totalmente dedicada a questões técnicas, o Tribunal de Espinho continuou esta quinta-feira [3 de abril] a ouvir um perito em arquitetura, nomeadamente sobre aspetos específicos do lar Hércules, do projeto Golden 24, que deveria nascer na avenida 24, e ainda do Urban 32.
Ao longo do dia, foram várias as questões colocadas pelos advogados dos arguidos sobre aspetos como a medição da altura da fachada dos edifícios, dúvidas sobre a existência de um piso recuado no projeto do lar, ou sobre o desalinhamento das varandas que se verificava nos desenhos de arquitetura do Golden 24.
A determinada altura da sessão, e perante as várias perguntas, o perito presente em tribunal queixou-se de os advogados as repetirem “15 vezes”, explicando que “a semântica é apertada” e, por isso, se começava a “sentir desconfortável”.
O juiz, Carlos Azevedo, explicou que “nem sempre as perguntas eram as mesmas” e que muitas delas se revelavam pertinentes, ainda que tenha alertado a defesa dos arguidos para “não recalcarem os assuntos”.
O julgamento prossegue na próxima quinta-feira [10 de abril], onde serão ouvidas cinco novas testemunhas.































