André Domingues, advogado de Miguel Reis pediu a absolvição do ex-presidente esta quinta-feira [15 de janeiro], dando continuidade às alegações finais.
Para a defesa, o antigo autarca “deve ser absolvido de todas as acusações”, dizendo que não há provas da alegada entrega de dinheiro feita por Francisco Pessegueiro, defendendo que o empresário apresentou diversas versões e, por isso, “é difícil acreditar no que é verdade”. Para o advogado, Pessegueiro fica “desacreditado”, já que “não há provas e as suas declarações são insuficientes”.
“São muitas incongruências que retiram credibilidade à narrativa”, disse a defesa, questionando “onde estão então os 50 mil euros entregues, se não foram apreendidos nas buscas?”
André Domingues recordou também que “não existe qualquer escuta onde Miguel Reis peça dinheiro, nem taxas de urgência” e que “as conversas mantidas com Francisco Pessegueiro não indiciam um pacto corruptivo, afirmando que “isso só acontece nas conversas que o empresário tem com terceiros”.
Sobre o mobiliário alegadamente oferecido por Pessegueiro ao antigo presidente, a defesa diz que “isso nunca deveria estar na acusação”, pois os móveis “foram uma encomenda pessoal”, recordando que Cristina Costa, esposa de Miguel Reis, “tentou entregar um sinal pelo mobiliário”, tal como “exigiu a fatura”.
Para André Domingues, “o Ministério Público só fala da acusação e não da prova produzida em audiência”, referindo-se às declarações das testemunhas ouvidas. O advogado afirmou ainda que “Francisco Pessegueiro foi o principal responsável, foi quem encetou tudo e foi quase elevado à categoria de santo”.






























