Cândido Mota morreu este domingo, aos 82 anos, no Hospital de Santa Maria, em Lisboa.
Nascido em Espinho, a 28 de setembro de 1943, tornou-se uma figura incontornável da rádio e da televisão portuguesas, com uma carreira marcada por programas como Em Órbita e O Passageiro da Noite, além das suas colaborações com Herman José.
A ligação à cidade de Espinho atravessou toda a sua vida e ficou bem expressa numa entrevista dada ao nosso jornal, na qual recordou a infância passada na cidade e a forma como a considerava “a minha grande terra” durante muitos anos. Nessa conversa, evocou o Casino de Espinho, o Picadeiro, a Piscina Solário Atlântico e a liberdade de uma infância vivida entre a rua, a praia e as brincadeiras com outros miúdos da cidade.
Filho da fadista e atriz Maria Albertina, Cândido Mota começou na rádio aos 17 anos, no Rádio Clube Português, onde iniciou um percurso que o levou a ser uma referência da locução e da inovação radiofónica em Portugal. Mais tarde, consolidou a popularidade na RDP-Rádio Comercial e também no pequeno ecrã, sobretudo ao lado de Herman José, numa parceria que o tornou conhecido de várias gerações.
Na entrevista ao nosso jornal, o espinhense falou ainda com carinho da família, da formação artística e da importância da rádio, defendendo a criatividade e a autoria nos programas. A sua morte encerra o percurso de uma voz singular da comunicação social portuguesa, marcada pela elegância, pelo humor e pela forte ligação às suas origens em Espinho.































