Miguel Pinto Luz, fora das suas funções de ministro das Infraestruturas e Habitação, numa ação de campanha eleitoral do PSD, criticou o estado em que se encontra a Estrada 109 no concelho de Espinho. O dirigente político apontou o dedo ao Município de Espinho pela situação de degradação do Complexo Habitacional de Anta e pelo desperdício no concurso a fundos de financiamento.
Miguel Pinto Luz esteve na manhã de hoje [8 de outubro], na Estrada 109, em Silvalde e ouviu as críticas de alguns moradores sobre o deplorável estado em que se encontra aquela via que liga os concelhos de Ovar e de Espinho.
“Nas últimas décadas, o Estado praticamente não investiu nas estradas nacionais e, por isso, temos um parque de estradas nacionais absolutamente degradado”, começa por dizer o ministro à Defesa de Espinho, acrescentando que o seu Governo “tem feito investimento como nunca antes foi feito em toda a rodovia nacional”, apesar de reconhecer que há “situações absolutamente gritantes”.
“O que vim assistir em Espinho na Estrada 109 é daquelas situações que não podem continuar”, diz Pinto Luz que aponta para o facto de não haver “passeios nem drenagem”, para “o asfalto não está em condições e que não garante segurança a quem utiliza a estrada no seu dia a dia”.
“Trata-se de uma estrada central, com muitos quilómetros e urge fazer aqui uma intervenção. A Estrada 109 não pode continuar assim”, afirma o governante.
“Esquecimento total” do Bairro da Ponte de Anta
Na visita que efetuou ao Complexo Habitacional da Ponte de Anta, Miguel Pinto Luz teve a oportunidade de constatar do estado deplorável em que se encontram os vários prédios e os respetivos arruamentos.
Pinto Luz começou por assumir que “a habitação é um problema do país”, mas mostrou-se surpreendido com o estado dos edifícios.
“O que cá encontrei foi um bairro de 1980, com mais de 350 fogos que teve uma pinturazinha na década de 90 e que depois teve um esquecimento total”, aponta o ministro que diz não entender por que razão não se concorreu aos financiamentos disponíveis para recuperar estes imóveis.
“O Estado tem recursos para acolher estas situações, como nunca teve desde o 25 de Abril. O que é inacreditável é como Espinho não tirou partido dos recursos que estavam disponíveis! São 10 mil milhões de euros que o Estado tem nos programas 1.º Direito e no Arrendamento Acessível, para todo o apoio tanto aos municípios como aos pariculares. Aqui não se tirou partido disto”, lamenta Pinto Luz.
Por fim, o governante e dirigente nacional do PSD apontou o dedo ao Município de Espinho.
“Pior está tudo aquilo que tem a ver com via pública. Os arruamentos da urbanização são da competência da Câmara Municipal. Não tenho palavras para aquilo que vi”.




































