Luís Montenegro venceu no país, em Espinho e na terra natal de Pedro Nuno Santos. O atual primeiro-ministro conquistou 32,86% dos votos contra os 30,34% do PS em S. João da Madeira.
Em palco, ao lado da família e de alguns dos seus ministros, Luís Montenegro começou por cumprimentar os portugueses e “saudar a família de sangue e a política pelo apoio, força e solidariedade” nesta noite de vitória para a AD.
Para o líder da coligação vencedora, “o povo falou, exerceu o seu poder soberano e aprovou de forma inequívoca um voto de confiança no Governo” e, por isso, prometeu “um Governo para todos, todos, todos”.
Na visão do espinhense, “os portugueses não querem mais eleições antecipadas” e, por isso, disse que “às oposições caberá respeitar e cumprir a vontade popular, honrando os seus compromissos e propostas”.
Fazendo um retrato rápido e geral daquelas que são as suas linhas básicas de governação, Montenegro recordou que “o mundo está perigoso e Portugal não é imune à pressão externa”, por isso garantiu que a AD vai “continuar a valorizar o trabalho e os rendimentos dos portugueses, continuar a apostar na juventude e continuar a salvar o estado social”.
O primeiro ministro não escondeu alguns dos temas mais quentes da atualidade e confirmou que é objetivo “levar a cabo mais regulação na imigração e mais reforço da segurança”.
Prometeu também não falhar aos reformados e pensionistas e terminou o seu discurso afirmando que Portugal “é um país com elevado potencial e tem que acreditar mais em si próprio”.

AD teve vitória no concelho e em todas as freguesias
No círculo eleitoral de Aveiro foram eleitos sete deputados, entre os quais Luís Montenegro que deverá ser convidado pelo Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa para formar Governo e Emídio Sousa também deverá regressar a secretário de Estado. Neste sentido, a espinhense Carolina Marques, a nona na lista, irá ocupar um lugar como deputada da Assembleia da República.
No concelho de Espinho a AD saiu vitoriosa com 39,99%, com 8072 votos dos 20185 cidadãos que foram votar. O PS alcançou a segunda posição com 25,35% (5116 votos), seguido do Chega com 15,63% (3154), da IL com 5,52% (1115), do Livre com 3,31% (669), a CDU com 2,43% (490), ADN com 1,77% (357), BE com 1,41% (285), PAN com 1,37% (277), PCTP/MRPP com 0,34% (69), RIR com 0,19% (38), Volt com 0,14% (29), Ergue-te com 0,13% (27), Nós Cidadãos com 0,12% (25), Nova Direita com 0,09% (19) e do PPM com 0,06% (12).
Na freguesia de Espinho, a AD venceu com 46,60%, com 3321 votos dos 7127 eleitores que foram votar. O PS alcançou 21,83% (1556 votos), seguido do Chega com 10,82% (771). A quarta força política mais votada foi a IL com 6,97% (497), seguida do Livre com 4,01% (286), da CDU com 2,46% (175), do PAN com 1,54% (110), do BE com 1,40% (100) e do ADN com 1,25% (89), Os restantes partidos ficaram com os restantes votos.
Em Anta e Guetim A AD venceu com 38,84% (2867 votos) e o PS ficou no segundo lugar com 25,50% (1882), seguido do Chega com 17,17% (1267). A IL obteve 4,86% (359), o Livre com 3,43% (253), a CDU 2,33% (172), ADN 2,13% (157), BE 1,37% (101), o PAN 1,33% (98) e outros partidos os restantes votos de um universo de 7381 votos.
Em Silvalde votaram 3781 eleitores e a AD também saiu vitoriosa com 32,80% (1240 votos), seguida do PS com 30,23% (1143) e do Chega com 19,55% (739). A IL foi quarta com 4,13% (156), seguida da CDU com 2,62% (99), do Livre com 2,27% (86), ADN com 2,17% (82), do BE com 1,45% (55) e do PAN com 1,30% (49). Os restantes votos foram para outros partidos.
Por fim, em Paramos, a AD alcançou 644 votos (34,22%) dos 1882 votantes, enquanto o PS obteve 535 (28,43%). O Chega conquistou 377 votos (20,03%), sendo, por isso, o terceiro partido mais votado. A Iniciativa Liberal, na terra de Carlos Guimarães Pinto, alcançou 103 votos (5,47%), a CDU conquistou 44 votos (2,34%), o Livre 44 (2,34%), o Bloco de esquerda 29 (1,54%), o ADN 29 (1,54%) e o PAN 20 (1,06%), sendo os restantes votos para outros partidos.
Saliente-se que dezenas de apoiantes do PSD de Espinho e de Luís Montenegro estiveram esta noite na sede de campanha da AD, no Hotel Epic Sana em Lisboa, para assinalarem e festejarem a vitória daquela coligação nas eleições legislativas 2025.
“Crise política foi criada pelas oposições”
Nuno Melo, presidente do CDS, foi o primeiro a prestar declarações esta noite para dizer que a vitória da AD reforça o resultado obtido há um ano nas eleições, afirmando que foi “também reforçada a credibilidade deste projeto político que junta o PSD ao CDS”.
Para Nuno Melo, “fica ainda demonstrado que a crise política foi criada pelas oposições”, considerando-a “completamente desnecessária” e defendendo que “o PS sofreu uma pesada derrota”.
“Agradecemos aos eleitores que tornaram possível esta vitória da AD e o contributo que deram para um novo ciclo. Vamos continuar a fazer aquilo que não havia motivo para ser interrompido. Estamos aqui para governar, para resolver os problemas dos portugueses com espírito de missão”, declarou.
Pedro Nuno Santos apresentou a demissão
Pedro Nuno Santos, líder socialista, não escondeu no seu discurso que estes “são tempos duros e difíceis para a esquerda e para o partido socialista”, e revelou que vai pedir eleições internas, apresentando, assim, a sua demissão.
“Quero agradecer ao partido, acho que honrei a história do partido, foi isso que tentei fazer, tenho muito orgulho no trabalho que fizemos, mas assumo as minhas responsabilidades, por isso, vou pedir eleições internas às quais não serei candidato, mas, como disse Mário Soares, “só é vencido quem desiste de lutar” e eu não desistirei de lutar”, declarou Pedro Nuno Santos.
Apesar de ter revelado que já felicitou o vencedor, o líder do PS afirmou que “Luís Montenegro não tem idoneidade suficiente para o cargo de primeiro ministro”, acreditando que “as eleições não alteraram essa realidade”, pois “lidera um Governo que falhou a vários níveis”.
Pedro Nuno Santos disse ainda que essas “são razões suficientes para que o PS não dê suporte a um Governo liderado por Montenegro”.
“Acabou o bipartidarismo em Portugal”
Em clima de festa, André Ventura, líder do Chega, não escondeu a alegria pelos resultados alcançados e começou o seu discurso, lançando críticas às empresas de sondagens, defendendo que estas “falharam”.
Apesar de admitir que o resultado oficial do segundo lugar ainda não estar confirmando, André Ventura disse que “o Chega se tornou no segundo maior partido, algo que não acontecia desde o 25 de Abril de 1974”.
“Não vencemos estas eleições, mas fizemos história. Nada ficará como dantes em Portugal”, prometeu o líder do Chega.
André Ventura respondeu também às críticas de Pedro Nuno Santos, que caracterizou como “agressiva” a campanha eleitoral do Chega, para dizer que “eles ainda não viram nada”.






























