A cerimónia de aniversário do RE3 de Espinho foi presidida pelo diretor honorário da arma de Engenharia, Major General Leonel Martins e contou com a presença de várias individualidades, civis e militares, terminando com um almoço festivo naquela unidade militar.
Na sua intervenção, o diretor honorário da arma de Engenharia destacou a “importante missão” do RE3 que se “traduz nas mais diversas atividades desde o emprego operacional até à vertente da formação”. Por isso, o oficial general afirmou ser “de inteira justiça, reconhecer publicamente o trabalho desenvolvido pelos militares e trabalhadores civis que servem o Regimento de Engenharia 3, neste último ano”.
Para o Major General Leonel Martins, aquela unidade militar “tem sabido integrar-se na sua região geográfica, quer no apoio às autarquias, quer a outras entidades de apoio social”.
Leonel Martins aproveitou para reconhecer, também, “a relevância do RE3 no alinhamento com as ações que o Exército desenvolve no âmbito do apoio militar de emergência”.
“Foi fundamental a sua ação na Operação Cheias 2026 com o apoio às populações afetadas pelas tempestades” apontou o general destacando a participação do RE3 com “56 militares e diversos equipamentos de engenharia e com intervenção na abertura de acessos e beneficiação de itinerários”.
“O RE3 pode estar orgulhoso do seu trajeto, mas tem de estar atento e antecipatório quanto ao futuro, no qual impendem desafios que apelam a um instrumento militar terrestre dotado de elevada operacionalidade, disponibilidade e prontidão”, alertou, acrescentando que “o futuro da engenharia de combate está a ser moldada pela integração de tecnologias autónomas, inteligência artificial e uma mudança estrutural nas equipas de combate para operações de alta intensidade”.
“Embora as funções fundamentais de mobilidade e contra mobilidade permaneçam, o método de execução está a transitar do esforço físico humano para sistemas robóticos e sensores avançados. Não é novidade a deteção de minas à distância e a neutralização através de robótica para reduzir o risco humano”, sublinhou.
“Competência, a camaradagem e a coesão”
Por sua vez, o comandante do RE3, Coronel de Engenharia, José Miguel Ramalho, evidenciou o espírito que se vive naquela unidade. “Vive-se a competência, a camaradagem e a coesão, construídas diariamente pelo exemplo e pela dedicação, tornando-a uma referência que a todos honra e orgulha”, destacou o comandante.
“O espírito de equipa evidenciado por quem aqui serve, não se cinge à estrita resolução de tarefas militares, ultrapassando, em muito, os aspetos estritamente castrenses, facto que conduz a uma inevitável amizade e cooperação mútua entre todos”, disse José Miguel Ramalho, acrescentando que são, “acima de tudo, uma família que coopera entre si, que se apoia mutuamente, e que apoia os outros, tanto no plano nacional como internacional”.
“Comando homens e mulheres, motivados, disciplinados, criativos e lutadores que se distinguem todos os dias quer pela altíssima produtividade, quer pelo seu elevado espírito de bem servir. Por isso, não me canso de dizer que, assim, é muito fácil comandar”, sublinhou.
Além de referir o apoio das unidades militares vizinhas e das entidades públicas e privadas, o comandante do RE3 agradeceu a “toda a população espinhense, que mantém excelentes relações de proximidade com os militares, e que tão bem acolheu este comandante, denotando profundo respeito e elevada consideração por estes soldados de Engenharia”.






























































