Depois da praia da Baía ter perdido a bandeira azul, símbolo de qualidade ambiental, a Câmara Municipal de Espinho vem esclarecer que “os dados que determinaram a decisão agora conhecida refletem diretamente a gestão e a ausência de intervenção eficaz durante o mandato do anterior executivo municipal”.
Lamentando a perda da bandeira numa das praias mais conhecidas do Norte e uma das mais frequentadas da cidade, Jorge Ratola, presidente da Câmara, afirma que “esta é uma consequência direta de uma gestão negligente, marcada pela ausência de medidas estruturais atempadas, que comprometeu seriamente a qualidade ambiental das nossas praias e prejudicou a imagem de Espinho enquanto destino turístico de excelência”.
Apesar de reconhecer a “gravidade da situação herdada”, o Executivo liderado por Jorge Ratola diz estar “determinado em inverter este ciclo e recuperar o prestígio balnear do concelho” e, por isso, revela que vai apresentar nova candidatura referente ao período extraordinário, entre julho e agosto, para a reintegração das praias no programa já em 2027. Segundo a autarquia, a decisão será tomada, a 16 de setembro, perante um júri internacional.
A pensar no futuro, a Câmara de Espinho diz que está a trabalhar num “conjunto de medidas estruturais e operacionais destinadas a reforçar a qualidade ambiental das praias, melhorar os sistemas de monitorização e assegurar o cumprimento integral dos critérios exigidos pelo programa Bandeira Azul”.
Neste sentido, “estão em preparação investimentos para a requalificação e despoluição das três ribeiras do concelho”, em articulação com a Agência Portuguesa do Ambiente. Por isso, a autarquia revela que estão “em curso os procedimentos necessários à sua concretização, uma intervenção há muito adiada”.
Querendo “corrigir os erros do passado para devolver às praias de Espinho o nível de qualidade e reconhecimento que os espinhenses e os seus visitantes exigem”, a Câmara apela também à “responsabilidade coletiva, alertando para a necessidade de evitar descargas indevidas nas linhas de água, práticas que têm impacto direto na qualidade das ribeiras e, consequentemente, das águas balneares”.
Recordando que já em 2025, o concelho perdeu a bandeira azul da praia Pau da Manobra, da Frente Azul e da Seca, agora recuperada, a Câmara afirma que isto representa “um retrocesso significativo, que não pode ser dissociado de anos de inércia, falta de planeamento e incapacidade de salvaguardar um dos principais ativos ambientais e turísticos do concelho”.






























