Tratam-se de jovens eleitos por todas as escolas do concelho de Espinho (Agrupamento de Escolas Dr. Manuel Laranjeira, Agrupamento de Escolas Dr. Manuel Gomes de Almeida, Externato Oliveira Martins, Escola Profissional de Espinho, a Academia de Música de Espinho e Escola Profissional de Música de Espinho), representando os vários ciclos de ensino, desde o quarto ano de escolaridade ao secundário que participam num “espaço aberto ao pensamento e à discussão livre de ideias, valorizando e reforçando a democracia e a participação cívica, através de um efetivo envolvimento da população estudante na vida comunitária”.
Através desta iniciativa, os jovens eleitos terão a oportunidade de votar e aprovar uma de cinco propostas, a qual terá o compromisso da Câmara Municipal de vir a ser executada.
Trata-se de “uma forma de promover a cidadania, de estimular o pensamento crítico, de expor e debater ideias e trabalhar competências como a comunicação, o trabalho em equipa, a criatividade e o empreendedorismo, e valores como a solidariedade, os direitos humanos e a empatia”, através de uma “reflexão conjunta entre estudantes e o poder político”, com “soluções e respostas que melhorem o presente e o futuro da cidade”, como salientou a presidente da Câmara, Maria Manuel Cruz na cerimónia de tomada de posse dos primeiros deputados da AMJE.
A autarca considerou tratar-se, também, de um “momento simbólico” e “histórico para a cidade”, naquele que considerou tratar-se de “um novo espaço de cidadania ativa”, para “ouvir, envolver e valorizar quem representa o futuro do nosso território”.
Na sua intervenção, Maria Manuel Cruz afirmou que a AMJE “é mais do que um projeto educativo”, tratando-se de “um compromisso com a democracia”, de “um exercício de escuta e de partilha” e, acima de tudo, “um convite à participação informada, crítica e responsável”.
“É um espaço para mostrar que as vossas ideias contam. Que a vossa voz tem lugar. Que podem, e devem, fazer parte da construção do presente e do futuro de Espinho”, sublinhou a autarca.
“Esta Assembleia não é uma encenação. Não é um exercício de retórica para embelezar relatórios. A AMJE é um espaço deliberativo, com estrutura, com legitimidade, com método, com propostas que serão estudadas, priorizadas e, sempre que possível, implementadas”, prometeu a presidente da Câmara, salientando que “uma das propostas mais votadas será escolhida para concretização”.
Por fim, Maria Manuel Cruz deixou um desafio aos novos deputados da AMJE:
“Usem este espaço com coragem. Falem com verdade. Escutem com atenção. Debatam com respeito. Honrem o mandato que vos foi confiado pelos vossos colegas. Sejam exigentes com os adultos, com os decisores, com as instituições, mas também convosco próprios”, concluiu a autarca.
Viver a democracia por dentro
Por sua vez, a presidente da Assembleia Municipal (AM) de Espinho, Joana Devezas, destacou a importância da cerimónia um dia antes de se assinalarem os 51 anos do 25 de Abril.
“Escrevemos uma nova página na história da nossa cidade, feita por alunos que aceitaram o desafio de participarem e de pensarem o futuro de Espinho”, evidenciou a presidente da AM.
Para Joana Devezas a AMJE “é um espaço real de cidadania ativa, onde as ideias contam, a voz dos jovens tem eco e o olhar para a cidade faz toda a diferença”.
Os jovens “não estão apenas a aprender democracia, mas estão a vive-la por dentro”, destacou Joana Devezas.
Durante o mês de maio, a AMJE irá reunir com várias sessões de preparação e terá, também, uma sessão plenária. No mês seguinte, os jovens deputados têm agendada uma visita ao Palácio de S. Bento e à Assembleia da República, em Lisboa.
Neste processo de criação da AMJE estiveram envolvidos 13 estabelecimentos de ensino, fizeram-se 17 sessões de literacia democrática, com a participação de 1004 alunos. Foram 134 alunos candidatos que apresentaram as respetivas propostas e votaram nos 13 atos eleitorais 1340 alunos.





































