Uma recomendação apresentada por Delmar Santos, da Iniciativa Liberal (IL) acabou por marcar a sessão da Assembleia Municipal (AM) de Espinho, que se realizou na noite de 7 de julho.
Voltada para a possibilidade de instalar uma creche na abandonada escola da Ponte de Anta, o deputado da IL lançou o debate, defendendo que “a antiga escola representa hoje um espaço devoluto que perdeu a sua função social” e que pode “voltar a servir a comunidade como um equipamento de apoio às famílias e às crianças”.
Durante a sessão, Delmar Santos referiu que o pedido era feito para que “fosse estudado como reabilitar o edifício que não serve para nada há vários anos”, recordando que tem “um espaço exterior fantástico e interior com um potencial enorme”. No entanto, durante a sua apresentação do documento, indicou várias possibilidades para o edifício, o que acabou por gerar um longo debate.
“A nossa ideia é uma creche, mas pode ser um centro comunitário para apoio, pode ser um centro de intervenção de ensino especial, no fundo dar utilização ao espeço que está numa zona fantástica”, referiu o deputado da IL.
Joana Devezas, do PS, acabou por questionar se o documento apresentado era “sobre a construção de uma creche pública num edifício municipal ou se era a construção de qualquer coisa”, o que deu início à discussão, gerando até várias trocas de galhardetes.
O documento, já no final da noite, acabou por ser alterado, deliberando recomendar à Câmara Municipal que avalie a viabilidade técnica, financeira e social da recuperação da antiga escola Nº3 da Ponte de Anta com vista à instalação de uma resposta de creche ou outro equipamento social de interesse público. A recomendação foi aprovada com 24 votos a favor, uma abstenção e um voto contra.































