A Assembleia Municipal de Espinho deliberou e aprovou esta noite [13 de fevereiro], por maioria, os documentos previsionais para 2026, onde se inclui o orçamento global de 64,2 milhões de euros, com os votos contra da CDU e do movimento MMC. O Partido Socialista optou pela abstenção, tal como a Iniciativa Liberal.
Numa longa sessão, que se prolongou para além da 01h00, foram debatidos vários projetos e intervenções a realizar em Espinho, nomeadamente sobre a urgente intervenção em vários equipamentos municipais degradados como o Museu Municipal, a Nave Desportiva ou os armazéns municipais.
Antes do início do debate, o Executivo apostou na exibição de um pequeno filme, onde revelou o real estado dos equipamentos, mostrando a degradação avançada e o mau estado de vários pontos dos edifícios. O vídeo, que não deixou ninguém indiferente, serviu para Jorge Ratola, presidente da Câmara, explicar que as imagens exibidas “não são fruto das tempestades”, mas sim “resultado de anos de abandono” que “a todos devem envergonhar”.
Após várias questões dos deputados municipais, o presidente da Câmara explicou que este é um orçamento “que esteve condicionado nesta primeira fase”, até porque assume compromissos anteriores, já que “não renegou o que vinha de trás”.
Jorge Ratola revelou ainda que reuniu com todos os representantes dos partidos que concorreram às eleições autárquicas, procurando ouvir opiniões.
Além do orçamento, foi também aprovado o mapa de pessoal e as autorizações prévias genéricas necessárias à execução dos documentos previsionais.
A continuação da sessão está agendada para dia 23 de fevereiro.































